A IDADE MÍDIA

Um dos sinais da aproximação do Fim - que tantos parecem esperar - consiste em um fascínio por todos os detritos mais negativos & odiosos da época, um fascínio sentido pelos próprios pensadores que se consideram os mais perspicazes sobre o assim chamado apocalipse sobre o qual nos alertam.
Desprezo o "Fim do Mundo" como um ícone ideológico apontado para minha cabeça pela religião, pelo Estado & pelo meio cultural, como uma razão para não se fazer nada. Compreendo que a religião & os "poderes" políticos querem manter-me tremendo de medo. Já que apenas eles oferecem a única chance de se evitar o ragnarok (através da prece, através da democracia, através do comunismo etc.), devo seguir seus ditames como uma ovelha & não ousar nada por mim mesmo.
Desprezo o "Fim do Mundo" como um ícone ideológico apontado para minha cabeça pela religião, pelo Estado & pelo meio cultural, como uma razão para não se fazer nada. Compreendo que a religião & os "poderes" políticos querem manter-me tremendo de medo. Já que apenas eles oferecem a única chance de se evitar o ragnarok (através da prece, através da democracia, através do comunismo etc.), devo seguir seus ditames como uma ovelha & não ousar nada por mim mesmo.












3 Comments:
Quem acha que religião é ter medo de Deus, ou que o significado do Apocalipse é algum tipo de "mal" ou acontecimento "negativo" não passa de um imbecil.
Hakim Bey = imBeycil.
A natureza fundamental da religião é fé. E fé significa confiança, destemor, alegria e esperança.
Todos os seres humanos desejam a felicidade e a plenitude de vida. Todavia, não há felicidade sem iluminação espiritual.
A felicidade é a iluminação. E o apocalipse (a profecia do Novo Testamento) fala de uma iluminação que ocorrerá na história da humanidade, uma iluminação universal e não pessoal como aquelas descritas no budismo, xamanismo, taoísmo e também no próprio cristianismo.
Esqueçam Hakim Bey e vão ler a Bíblia. Parem de ser estúpidos e fazer profissão de ignorância.
caraca man, essa coleta é muito fodah!
valeu...
paz!
Algumas informações essenciais que o merda, o lixo, o imbecil do Hakim Bey não contou:
Gabriele d'Annunzio era de origem dálmata. Nasceu em Pescara, (Abruzzo), filho de um rico proprietário de terras cujo nome era originalmente Francesco Rapagnetta, ao qual legalmente adicionou d'Annunzio.
Por volta de 1910 seu estilo de vida dispendioso o forçou a contrir dívidas, e fugiu para a França para escapar aos credores.
Depois do início Primeira Guerra Mundial, d'Annunzio retornou à Itália e fez discursos públicos a favor do ingresso da Itália ao lado dos Aliados. Apresentou-se como voluntário, alcançou celebridade como piloto de caça, e perdeu a visão de um olho num acidente aéreo.
A guerra reforçou seu nacionalismo e o irredentismo italiano...
Animado com a proposta de que a Itália assumisse o controle da cidade de Fiume (...)liderou um exército nacionalista voluntário de 2000 italianos e tomou a cidade (...) O objetivo era forçar a Itália a anexar Fiume, mas, em vez disso, o governo italiano iniciou um bloqueio, exigindo a rendição dos golpistas.
D'Annunzio então declarou Fiume um Estado independente (...) com uma constituição fascista, e com D’Annunzio como "Duce" (ditador).
D'Annunzio ignorou o Tratado de Rapallo e declarou guerra à Itália. Finalmente, em 25 de dezembro de 1920, depois de um bombardeio da cidade pela marinha italiana, ele e suas tropas renderam-se.
Depois do incidente de Fiume, d'Annunzio retirou-se à sua casa no Lago de Garda e passou seus últimos anos escrevendo e fazendo campanhas que tiveram uma forte influência na ideologia de Benito Mussolini.
D’Annunzio é considerado um precursor dos ideais e técnicas do fascismo italiano. Seu ideário nasceu em Fiume quando escreveu junto a Alceste de Ambris sua Constituição.
A Constituição estabelecia um estado corporativista, com nove corporações para representar diferentes setores da economia (empregados, trabalhadores, profissionais), bem como uma "décima" (invento de D’Annunzio), representação dos "humanos superiores" (heróis, poetas, profetas, super-homens). A Constituição declarava também que a música era o princípio fundamental do Estado.
Em Fiume nasceu também parte da cultura ditatorial que Benito Mussolini aprendeu e imitou de D’Annunzio: seu método de governo, a economia do estado corporativo, grandes e emotivos rituais nacionalistas, a saudação romana, seguidores devotados com camisas negras, respostas brutais e uma forte repressão contra a dissidência.
D’Annunzio defendia a política expansionista italiana e aplaudiu a invasão italiana da Etiópia.
D'Annunzio morreu de um acidente vascular cerebral em sua casa em 1 de março de 1938. Benito Mussolini lhe deu um funeral de estado.
[Fonte: Wikipédia]
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